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Monumentos Históricos


Centro Histórico de Acorizal

A povoação do município surgiu à sobra da mineração. Tão logo deram de rarear as catas fáceis, praticamente colhidas a mão, e julgaram-nas as manoplas implacáveis do fisco, verificou-se a deserção em escala perigosa dos habitantes do Arraial do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. A maioria em busca de novas minas promissoras, outros, no entanto, menos aventureiros ou de índole agrária, enveredaram-se pelas margens do Rio Cuiabá acima e seus afluentes, na tentativa de real fixação ao solo, através do cultivo de bens de consumo que a vila se mostrava desprovida.

Estes foram, possivelmente, os primeiros moradores do atual Município de Acorizal. Teve assim o município, ao contrário de outros vizinhos, origem essencialmente agrícola, transplantando para as suas propriedades a cana-de-açúcar, introduzida por Antonio da Silva Lara.
Nascido com o nome de Brotas, o distrito conquistou o novo nome de Acorizal, por ter sua área territorial parte dela tendo como cobertura vegetal a palmeira do nome acori. Os primeiros dias de vida organizada de Acorizal aconteceram após o assentamento dos garimpeiros da região de Cuiabá, dos quais não restou memória.

Duas famílias de portugueses fugiam de perseguições políticas cuiabanas, em 1817, e se arrancharam onde hoje se assenta a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas, uma das famílias possuía uma imagem dessa santa para veneração, o que acabou por definir o papel de fé e religiosidade do povo da região. Acorizal, fonte também da cultura mato-grossense onde o cururu e o siriri, fazem presença nos festejos da cidade e das comunidades rurais.

As primeiras casas edificadas ao redor da igreja de Nossa Senhora de Brotas na Praça Coronel Tonho, combinados coma as moradias que ocupam a rua mais antiga da cidade, preserva o acrescido de fatos arquivados nas casas. A edificação da Igreja Nossa Senhora de Brotas, voltada pra o rio Cuiabá. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Trincheira de Melgaço

Construção rudimentar de pedras, que se transformou em baluarte de defesa brasileira na Guerra do Paraguai. A notícia, em 06 de janeiro de 1865, da tomada de Corumbá pelas tropas paraguaias, colocou Cuiabá em pé de guerra, com autoridades e população temerosas da seqüência e continuidade do ataque paraguaio até a capital. Uma semana após tomou-se a decisão de fortificar algum ponto do Rio Cuiabá para evitar a invasão paraguaia. O local escolhido foi uma colina estratégica localizada na vila de Melgaço, à cerca de 25 léguas rio abaixo. O comandante da operação foi o almirante Augusto Leverger, que recebeu o apoio necessário do presidente da província, Albino de Carvalho. Levavam armamentos para os soldados e 6 peças de artilharia calibre 6 cada uma. Os soldados fizeram trincheiras de pedras para abrigo dos que as guarneciam e estenderam uma grossa corrente de lado a lado do Cuiabá, para conter os navios inimigos. Esta operação durou uma semana, não sendo necessária a intervenção militar, pois a flotilha paraguaia subiu o Rio Cuiabá em direção da capital mato-grossense. As trincheiras de Melgaço permaneceram intactas por décadas, sendo destruídas com o passar dos anos, sem que se tomassem providências para preservação de tão importante patrimônio da história mato-grossense. (Fonte: Mato Grosso e seus Municípios)

 

Catedral de São Luiz e Marco do Jaurú

Trata-se da igreja matriz de Cáceres, no centro da cidade, cuja arquitetura imita o estilo gótico, tendo sido construída quando o município era ainda uma pequena aldeia.

A Catedral fica próxima ao Marco do Jaurú, um importante monumento feito em Lisboa, de pedra de lioz, trazido desmontado ao Brasil, sendo montado e plantado à margem do Rio Jaurú, em 18 de janeiro de 1754 pelo Primeiro Governador e Capitão-General da Capitania de Mato Grosso, Dons Antônio Rolim de Moura Tavares. A peça arquitetônica, seccionada em duas partes, uma portuguesa e outra espanhola, foi erguida com a finalidade de demarcar a fronteira territorial, estabelecida pelo Tratado de Madri, dos domínios espanhóis e portugueses na América do Sul, e selou o fim das disputas entre os dois países na América (Fonte: Exército Brasileiro, 2010).

 

Centro Histórico de Cáceres

É composta por um conjunto de bens e imóveis de Arquitetura majestosa do século XVIII, destacando entre os estilos: Colonial e Neoclássico na maioria dos Casarões (antigos), encontra-se resquícios do Neogótico, ArtDecô e Eclético representado em suas fachadas, frontões e beirais. Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, protegido pela CEPTH Comissão Especial de Preservação e Tombamento Histórico.
Compõe a área do Centro Histórico as seguintes ruas com suas intercessões: Cel. José Dulce até a Cel. Faria até o Quintino Bocaiúva, até o General Osório Até a 13 de junho seguindo por esta até o Padre Cassimiro fechando com a Cel. José Dulce.

Esta, situada nessa área o Museu Histórico de Cáceres, com suas salas representativas que retrata a Cultura e a Historia do povo Pantaneiro e a Sala de Arqueologia. Para visitações de 2º a 6º Feiras das 7:00 às 18:00Hs. Também esta localizado a Biblioteca Publica Municipal, Arquivo Publico Municipal e o centro Municipal de Cultura.

 

Fazenda Descalvados

Fazenda histórica às margens do Rio Paraguai, localiza-se a cerca de 160 km ao sul de Cáceres, na margem direita do rio. Sediou uma indústria de caldo de carnes do século XIX, instalada por expansionistas belgas, que trouxeram de Liège máquinas a vapor pelo Rio Paraguai. Nesse período, toneladas de carne enlatada eram enviadas, por via fluvial, para os Estados Unidos e Europa.

Atualmente, a fazenda pertence a uma família de Cáceres e todo o parque industrial está desativado, parte em ruínas, como o grande galpão que foi demolido. Resistem em pé a escola, a agência dos correios e a Igreja de São Brás. A casa principal foi restaurada e transformada em pousada, que oferece atividades de educação ambiental e ecoturismo. A Fazenda Descalvados é tombada pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso.

 

Fazenda Jacobina

Localizada a 25 km a sudeste da sede de Cáceres, entre a Serra da Jacobina e a Serra do Barreiro Preto, a Fazenda foi fundada no século XVIII pelo português Leonardo Soares de Souza.

Foi grande centro agropecuário, sendo considerada, em 1827, como a fazenda mais próspera da Província de Mato Grosso, com 60.000 cabeças de gado. Influenciou fortemente o desenvolvimento do município de Cáceres, consolidando a fronteira dos domínios portugueses. Atualmente, a área vem sendo ocupada por tanques de piscicultura.

 

Igreja Santana do Sacramento

Na região central da cidade da Chapada dos Guimarães, na Praça D. Wunibaldo, a igreja histórica, tombada pelo IPHAN, foi construída em 1751 e teve sua cobertura de palha substituída por outra mais resistente em 1779, com estilo barroco.

Em sua construção foi usada mão de obra indígena para socar as paredes que, nessa região, são de terra pilada. A igreja tem conservado seu altar pintado com ouro. As instalações foram reformadas em 1996 e, atualmente, está em funcionamento regular. (Fonte: FÉRIAS BRASIL, 2009a).

 

Mirante do Centro Geodésico

Em Chapada dos Guimarães, na face Sul dos paredões, existe um mirante natural que dá vista para a imensa planície pantaneira e também de onde se avista Cuiabá, a capital de Mato Grosso. Neste mirante existe um marco geodésico e muitas pessoas sempre acreditaram que este local seria o “centro geodésico da América do Sul”, porém trata-se apenas de um marco de altitude e complementa o antigo marco localizado em Cuiabá, o qual é, segundo geógrafos, o marco exato do centro da América do Sul.

O marco em Chapada dos Guimarães é apenas um ponto físico que serve para delimitar territórios e não alcança, na imaginação humana, a sensação produzida por um mirante com vista tão ampla. Esta sensação, de ver tudo do alto, é que dá o toque místico para o “centro da América do Sul”. Não precisa ser geodésico, mas apenas centro.

Neste conceito mais amplo consideramos que o mirante em Chapada dos Guimarães realmente não é o “centro geodésico”, mas sim o “centro” da América do Sul, ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico (Oceanos).

Localizado a 8 km da sede da Chapada dos Guimarães (Fonte: www.chapadadosguimaraes.tur.br)

 

Muro do Cemitério de Chapada dos Guimarães

Feito de pedra canga, serrada, sua construção data de aproximadamente 1800, construída por um chapadense é exemplo raro de acerto e criatividade.

 

44º Batalhão de Infantaria Motorizado

O 44º Batalhão de Infantaria Motorizado tem sua origem a partir da criação do Batalhão de Caçadores Provisório, organizado em 1842 para guarnecer a Província de São Paulo.

Em agosto de 1847, aquele Batalhão foi transformado no Corpo Fixo da Guarnição de São Paulo.

Em 1865, os Corpos de Guarnições de São Paulo e Minas Gerais passaram a constituir o 21º Batalhão de Infantaria, organizado em Uberaba-MG.

Em 1867, o 21º Batalhão de Infantaria integrou o Corpo Expedicionário em operações no Sul da Província de Mato Grosso, durante a Guerra da Tríplice Aliança e teve participação destacada, tanto na ação ofensiva realizada para expulsar o inimigo para além da fronteira brasileira, quanto no movimento retrógrado (retirada) empreendido a partir da Região de Laguna, em território paraguaio, sob a liderança do Major José Thomas Gonçalves, primeiro Comandante do Batalhão. Na célebre obra do Visconde de Taunay, “A Retirada da Laguna”, é narrada a epopéia vivida pelos heróis do 21º BI.

Em 1869, o 21º BI foi transferido para Corumbá. Em 1908, recebeu a denominação de 13º Batalhão de Infantaria.

Em janeiro de 1920, passou a denominar-se 16º Batalhão de Caçadores, sendo determinado estabelecer-se em Cuiabá.
A chegada do 16º BC em Cuiabá ocorreu em 06 de fevereiro de 1920, ficando aquartelado nas antigas instalações do Arsenal de Guerra, no tradicional bairro do Porto, onde hoje se encontra o SESC Arsenal.

A partir daí, a história do 16º BC confunde-se com a própria história da Capital Mato-grossense, motivando a existência de um sentimento muito particular de carinho e afeição de toda a comunidade para com o denominado “Batalhão dos Cuiabanos”.

O atual aquartelamento foi inaugurado em agosto de 1941, pelo Presidente da República, Getúlio Vargas.

Durante a 2ª Guerra Mundial, diversos voluntários do 16º BC integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), honrando, em território europeu, as tradições do soldado mato-grossense.

Com a criação da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, em 1978, o 16º BC teve sua denominação alterada para 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, passando a integrá-la.

Em 1986, como reconhecimento ao seu passado glorioso, recebeu a denominação histórica de “Batalhão Laguna”.

O dístico “Constância e Valor” presente no estandarte histórico, e bradado com muito orgulho pelos integrantes do Batalhão Laguna, é originário da medalha com que foram distinguidos, pelo Imperador D. Pedro II, os oficiais e praças componentes do Corpo Expedicionário que atuou no Sul da então Província de Mato Grosso.

Em dezembro de 2006, o Batalhão novamente escreveu seu nome nas páginas da história nacional ao enviar 56 (cinqüenta e seis) de seus integrantes para participar da Missão de Paz das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), tendo esses militares representado, de forma impecável, o soldado brasileiro e mato-grossense, honrando, mais uma vez, seus antepassados. (Fonte: 44º BI Mtz)

 

Sesc Arsenal

Inaugurado em 1832, como Arsenal de Guerra da Capitania de Mato Grosso, tornou-se um símbolo da nacionalidade brasileira e demonstrou a determinação das Forças Armadas. Em 1989 o SISTEMA FECOMÉRCIO/SESC/SENAC-MT adquiriu, através de uma permuta com o Exército, o velho prédio, que é um testemunho da cultura e beleza arquitetônica do estilo neoclássico franco-lusitano.

Após grandes reformas, que respeitaram o tombamento histórico e a necessidade técnica de cada atividade cultural, o Arsenal de Guerra abre suas portas para os artistas e a população em agosto de 2001, como Centro de Atividades SESC Arsenal com belíssimos espaços para o lazer da sociedade cuiabana.

 

Assembléia Provincial de Mato Grosso

Localizada no Centro Histórico de Cuiabá à Rua Pedro Celestino esquina com a Rua Campo Grande é um dos marcos da historia mato-grossense. Com a sua construção datada de 1.776. Construído com a finalidade de armazenar materiais bélicos, chamado de Armazém Geral, foi transformado em 1835 na sede da primeira Assembléia Legislativa Provincial de Mato Grosso que funcionou por mais de um século, de 1.835 a 1.937. Sua importância também é ressaltada porque a 28 de agosto de 1835, foi ali aprovada a lei que declarou oficialmente, Cuiabá, Capital da Província de Mato Grosso, treze anos após a Independência do Brasil. Nesse imóvel também funcionou o Tribunal Eleitoral, Delegacia de Polícia do Estado, Delegacia de Polícia Federal e o Sistema Nacional de Emprego-SINE e o Cartório Eleitoral (50ª Zona). (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Cadeia Pública de Cuiabá

O prédio da antiga Cadeia Pública de Cuiabá, atualmente, é a sede do Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa, localizado a Rua Joaquim Murtinho. Desde 1857, quando era presidente da Província Mato Grosso, o Sr. Joaquim Raimundo de Lamare, Chefe da Divisão da Marinha, preocupou-se com a construção de uma nova cadeia pública em Cuiabá, pois a antiga, situada onde, hoje é a Praça da República, além de ser ainda dos tempos coloniais, não oferecia nenhuma segurança. No governo do Presidente da Província de Mato Grosso, Ten. Cel. Antonio Pedro de Alencastro pela Carta Imperial 13/06/1859, a obra foi iniciada. No governo do Presidente da Província Senador Herculano de Souza Ferreira Penna em 1862 a construção chegou ao seu término, os materiais empregados na construção dos alicerces são em pedra canga até cinco palmos acima do chão, com as paredes formadas de adobe e o muro continuado com taipa. Na entrada uma escada, ou paiol de pedra canga sendo as arestas dos degraus reforçadas e protegidas por capas de ferro e as cavidades enchidas com cimento artificial, o calçamento de pedras cangas e de pedra cristal. Funcionou como Cadeia Pública até 1975, quando foi transferida para o Presídio Central no Governo do Eng.º José Garcia Neto eleito indiretamente pela Assembléia Legislativa Estadual regra imposta pelo regime militar a todos os estados brasileiros. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Antiga Casa da Rua Joaquim Murtinho

A Antiga Casa de Alírio de Figueiredo da Rua Joaquim Murtinho, 246 construída no final do século XIX, a obra foi executada em estilo neoclássico, com algumas tendências espanholas, onde notamos uma perfeita simetria, um lado da casa é reprodução do outro, sendo composta de uma só arquitetura, tendo um equilíbrio plástico na composição. Temos aí, portanto, um estilo do novo neoclássico, no qual segue a tendência moura, com mistura portuguesa e espanhola. Nesta formação de estilos trazida ao Brasil. O que justifica o seu tombamento pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, conforme Lei 3.774 de 20 de Setembro de 1.976 que organiza a proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual existente no Estado e, cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da História de Mato Grosso ou do Brasil, por seu excepcional valor arquitetônico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
A linha construtiva do antigo casarão, situado à Rua Joaquim Murtinho, “antiga rua Formosa”, esquina com a travessa João Dias, obedecem aos padrões comuns dos casarios cuiabanos ainda do século XIX, época em que suas fachadas eram construídas geralmente rentes às ruas, os telhados eram feitos em duas águas, com caídas para frente e para trás.

Naquele mesmo século após o término da Guerra do Paraguai, bem como com a chegada dos imigrantes europeus (italianos e espanhóis) aplica-se em Cuiabá, por influência dos mesmos, a técnica de coletar as águas pluviais dos telhados, através nota o antigo sistema Português de paredes socadas e também do madeiramento roliço utilizado na estrutura do telhado, cuja cobertura são confeccionadas em telhas de cerâmica, tipo canal.

Utilizou-se como moradia o ilustre Juiz desembargador Dr. Palmiro Pimenta e sua distinta família, nascendo ali seu herdeiro o Dr. Renato Pimenta, também jurista. A linha construtiva do antigo casarão, situado à Rua Joaquim Murtinho, “antiga Rua Formosa”, esquina com a travessa João Dias, obedecem aos padrões comuns dos casarios cuiabanos ainda do século XIX, época em que suas fachadas eram construídas geralmente rentes às ruas, os telhados eram feitos em duas águas, com caídas para frente e para trás. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Casa Barão de Melgaço Cuiabá

Imóvel inaugurado em 1.802. O Almirante Augusto João Manoel Leverger, o Barão de Melgaço chega a Cuiabá em 1.830 e faz da casa sua residência. Após o falecimento do Barão em 1.880, a herdeira do mesmo doa a casa para sua sobrinha que, em 1.926, tem o imóvel desapropriado pelo Estado. Em 1.931 o Estado de Mato Grosso doa o bem para a sede do Instituto Histórico e Geográfico e a Academia Mato-grossense de Letras. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Centro Cultural Casa Cuiabana

Espaço cultural voltado para a promoção de atividades como resgate de tradições religiosas cuiabanas, divulgação e preservação dos costumes culinários, datas comemorativas, eventos culturais e oficinas. Seu projeto foi executado para funcionar como um espaço cultural de uso múltiplo, contando, inclusive, com um teatro de arena que se configura como mais uma alternativa para grupos artísticos regionais. A sede do Centro Cultural é dos mais expressivos exemplares arquitetônicos da Cuiabá do século XVIII (SEC-MT, 2010a). Localizada na R. General Valle, esquina com a Travessa Frei Ambrósio, a Casa Cuiabana é uma construção colonial em taipa e adobe, sobre alicerces em pedra canga. Um dos detalhes interessantes da edificação é a manutenção da ambiência de um quintal cuiabano tradicional.

 

Museu de Pré-História Casa Dom Aquino

A Casa Dom Aquino é um Patrimônio Histórico do Estado de Mato Grosso construído em 1842 e foi local de nascimento de duas pessoas ilustres de Mato Grosso - Joaquim Murtinho e Dom Aquino Corrêa. Ela abriga o Museu de Pré-história Casa Dom Aquino que foi inaugurado em dezembro de 2006, através de uma parceria entre o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS) e a Secretaria de Estado de Cultura (SEC). (Fonte: ECOSS)

 

Casa dos Frades Franciscanos Cuiabá

O imóvel é um bem relevante para o patrimônio, pela sua significação histórica e seu valor cultural. O monumento é representativo de uma época na qual as técnicas e materiais construtivos utilizados em Cuiabá, não permitiam um maior apuro arquitetônico, o que não o desmerece, porque expressa fielmente o período de declínio da produção aurífera. Em 1940, estando abandonada, foi adquirida de Vicente Fortunato e sua esposa Clarinda de Matos Fortunato, por Dom Aquino Corrêa para nela se instalar os franciscanos. Em 1962 sua propriedade fora transferida à Missão Franciscana da 1ª Ordem de São Francisco do Estado de Mato Grosso, que a detém até os dias atuais. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Casa de Dona Bem Bem

O Casarão é conhecido como um dos mais tradicionais e confortáveis, tipicamente cuiabano. Retrata na sua majestosa construção todo o aconchego e receptividade do povo cuiabano. Situado na antiga rua do Campo(atual Rua Barão de Melgaço) veio arrastando no seu bojo tanta tradição, que chega aos nossos dias como uma das mais tradicionais casas de festas de São Benedito de Cuiabá, ou simplesmente Casa de Dona Bem Bem, sendo esta ( Constança Figueiredo),entre os 13(treze) irmãos Novis Figueiredo, a mais popular. Os festeiros de São Benedito realizavam as festas isoladas em suas residências com muita fartura. A partir de 1974 resolveram escolher a mais típica casa cuiabana, a casa de Dona Bem Bem para realização anual, em conjunto, da festa do glorioso Santo, o que permaneceu até 1981. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Centro Geodésico da América do Sul

A cidade de Cuiabá está situada na parte mais central da América do Sul, exatamente no seu centro geodésico, sendo, portanto a cidade do coração da América do Sul.

A determinação geográfica do exato local onde se situa o centro geodésico se deve ao grande oficial do Exército Brasileiro, Cândido Mariano Rondon, o marechal Rondon, que em 1909 juntamente com seu ajudante, o tenente Renato Barboza Rodrigues, através de cálculos matemáticos, geográficos e astronômicos confirmaram o local conhecido como Campo d’Ourique, situado a 15º35’56” de latitude sul e a 56º06’55” de longitude Oeste, tendo sido a localização geográfica reconhecida e confirmada oficialmente pelo Serviço Geográfico do Exército Brasileiro em 1975.

O Campo d’Ourique era o local em Cuiabá onde antigamente se castigavam os escravos e também era enforcados os condenados pela justiça, posteriormente passou a se realizar no local as famosas touradas cuiabanas.
Para marcar o local foi construído ainda no ano de 1909 um marco simbólico de alvenaria pelo artesão Júlio Caetano onde foi gravado as coordenadas geográficas do local.

Mais tarde foi erguido por sobre o marco original um obelisco de aproximadamente 20 metros de altura todo revestido em mármore branco. Este obelisco foi erguido de forma a preservar o marco original, o qual se encontra hoje protegido por vidros, sendo plenamente visível.
A determinação do local exato do Centro Geodésico da América do sul foi mais um trabalho do valoroso Marechal Rondon, a quem Mato Grosso deve suas mais precisas cartas geográficas, através de admirável trabalho de determinação e correção de traçados e localização rios, serras, vilas e cidades, desbravando e estudando aproximadamente mais de 500 mil quilômetros.

Durante a execução desse trabalho, o Marechal Rondon sempre mandava que se colocasse marcos por onde passava, fundamentais para a localização posterior e certificação dos locais estudados. Essa é a causa, segundo o historiador cuiabano Marcos Pessoa, da confusão feita na atualidade com algum marco encontrado na bela Chapada dos Guimarães (onde foram colocados vários), sobre a exata localização do Centro Geodésico, mas que pode ser desfeita quaisquer dúvidas consultando o Centro Geográfico do Exército Brasileiro, bem como os trabalhos originais do Marechal Rondon.

Desde o momento da determinação do local como centro geodésico da América do Sul, tencionou-se como forma de valorizar o local, a construção da sede do Poder Legislativo Estadual o que veio a se concretizar somente no ano de 1972, após um acordo entre a municipalidade, dona do local, e o governo do estado para a cessão da área para a Assembléia Legislativa em troca da construção de uma sede própria para a Câmara Municipal de Cuiabá pelo governo do estado.

Posteriormente, em 2005, quando da mudança da Assembléia Legislativa para sua sede nova no Centro Político Administrativo – CPA, a Câmara Municipal de Cuiabá reconquistou o local para o município através da presidenta Chica Nunes e demais vereadores que em atitude ousada ocuparam a antiga sede do local até que o estado aceitasse a devolvê-lo ao município pelo não cumprimento do acordo original e atualmente, o antigo Campo d’Ourique, atual Praça Pascoal Moreira Cabral abriga a sede do Poder Legislativo Municipal.

 

Conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Cuiabá

Cuiabá foi fundada com a mineração no início do século XVIII que, apesar de intensa, só durou de 1722 a 1730. A formação urbana se deu através de uma bipolarização que, nos primeiros 15 anos, foi fundamental para traçar a rede interna básica do aglomerado, adensando-o na margem direita do córrego da Prainha no sentido Sul-Norte, adotadas as balizas Igreja do Bom Jesus do Cuiabá-Sítio da Mandioca. "Na margem esquerda do córrego, duas capelas constituíram-se em pólos de atração e expansão posterior: a de Nossa Senhora do Bom Despacho (existente já em 1726) e a de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (possivelmente dos anos 1730). Em 1727, o Arraial do Cuiabá e/ou "Minas Novas", recebeu o título de Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, instalando-se ali terminais burocráticos e arrecadores". "Nos anos subseqüentes o espaço de poder foi consolidado no quadrilátero do Largo da Matriz: aí foram implantados o Pelourinho, as Casa de Câmara e Cadeia, a residência dos Ouvidores/Juízes-de-Fora". Com a descoberta de ouro na região do Guaporé (1730-1734), a Vila de Cuiabá assumiu uma função de "metrópole", apresentando, durante toda a segunda metade do século XVIII, desempenho econômico e população superiores aos de Vila Bela. No restante do século, a Vila Real se expandiu acompanhando o desenho do córrego. De 1807 a 1821, ao espaço urbano foram acrescentadas novas construções, como a Santa Casa de Misericórdia, um espaço para exercícios militares, o Campo d'Ourique, em torno do qual residências foram construídas. Em 1818, Cuiabá foi elevada à categoria de cidade. Em 1835, foi ungida Capital da Província. Após a Guerra do Paraguai, com a abertura do rio Paraguai à navegação, o espaço urbano ganhou novo dinamismo, com equipamentos de ferro, jardins com chafarizes e coretos; " a penetração de capitais e mercadorias européias foi acompanhada de mão-de-obra qualificada; e engenheiros e mestres de obras dotaram a cidade com edificações, fachadas, desenhos de praças, calçamentos que rompiam definitivamente com os modelos coloniais". O processo de expansão, interrompido por duas décadas, foi retomado durante o Estado Novo. Este só foi suplantado em relação aos efeitos urbanos, na segunda metade dos anos de 1960 e 1970, "quando a partir da demolição da Matriz, tudo era permitido", sob a indiscutida justificativa da "modernização". Portanto, nos dias atuais, apenas uma pequena área se mantém na forma original. "Nesse conjunto estão as ruas mais antigas de Cuiabá e equipamentos que documentam momentos marcantes da história da cidade, desde o colonial até as primeiras décadas desse século, quer no que se refere aos materiais e técnicas de construção, quer no que respeita a estilos. Ao mesmo tempo, reúne edificações da elite e típicas pequenas casa das camadas subalternas". (Fonte: IPHAN)

 

Chafariz do Mundéu
A construção teve inicio em 1871 e recebeu o nome do tradicional bairro onde fica localizado. O Chafariz foi construído para serventia pública, por ordem do presidente da província Dr. Francisco José Cardoso Júnior e, era alimentado por um aqueduto que para ele canalizava a água de um reservatório que nasce nas cercanias da Santa Casa de Misericórdia captava os filete das nascentes do Córrego “Maranhão”, constituindo assim umas das mais antigas fontes de abastecimento de água da capital. Até 1910 o Chafariz forneceu água à população do bairro e a do centro da cidade. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Cine Teatro Cuiabá

O Cine Teatro Cuiabá foi Inaugurado em 23 de maio de 1942, durante o governo de Júlio Strübing Muller e fazia parte do conjunto de “obras oficiais” do Estado Novo. Com seu estilo arquitetônico art-decó e uma capacidade para 600 pessoas, a partir desta data o Cine Teatro Cuiabá ocupou-se de oferecer à sociedade matogrossense, uma programação diversificada de filmes e peças teatrais nacionais. Esse espaço cultural recebeu renomados artistas brasileiros daquele período, como exemplo, o primeiro filme exibido foi “A noiva veio como encomenda” da Warner Bros, estrelado por Bety Davis e James Cagney.

A construção do Cine Teatro Cuiabá deu à capital matogrossense uma nova e importante conotação no aspecto social, cultural e econômico do Estado. Tornou-se o principal ponto de encontro da sociedade cuiabana nas décadas de 50 e 60 com seu salão de chá, cinema e teatro, o que proporcionava à população em geral, um novo referencial em entretenimento. Serviu também como referência da circulação pela capital de ilustres autoridades nacionais como políticos, empresários e artistas e pode ser alvo de um volumoso fluxo de espetáculos e atividades artísticas por varias décadas o que o colocou como elemento de contribuição político-social para a permanência da cidade de Cuiabá como capital de Mato Grosso.

Em 1984 ocorre o seu tombamento, definindo-o como patrimônio histórico e artístico do cenário arquitetônico de Mato Grosso. O Cine Teatro Cuiabá é patrimônio da Secretaria de Estado de Cultura, doando à extinta Fundação Cultural de Mato Grosso pelo Governo do Estado. É constituído como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, tombado pela Fundação Cultural de Mato Grosso. O Cine Teatro Cuiabá, se estabeleceu como um centor das atividades culturais cuiabanas por mais de 55 anos e mesmo sendo um marco da evolução sócio-cultural da capital, foi arrendado por várias vezes e a partir de 1996, ficou fechado por quase 12 anos.

Após uma grande reforma que manteve as características arquitetônicas da época de sua construção, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura – SEC e da Secretaria de Estado de Infra-estrutura – Sinfra, devolve à sociedade Cuiabá, o centro cultural que marcou a história de Cuiabá com a exibição de inúmeras produções cinematográficas e teatrais por várias décadas.

O Cine Teatro Cuiabá teve as suas portas reabertas no dia 21 de maio de 2009 e contou com a presença de inúmeras autoridades mato-grossenses na sua reinauguração. Além da presença musical da Orquestra de Câmara do Estado de Mato Grosso e da exibição de um documentário sobre a sua história.

 

Fachada do 1º Batalhão da Polícia Militar de Cuiabá

O 1º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso-1ºBPM, unidade histórica da corporação criada por ato deliberativo dos deputados provincianos, através do decreto-lei nº 30, de 05 setembro de 1835, criando o Corpo Policial denominado Homens do Mato cujas transformações através do tempo, redundaram na respeitabilíssima Policia Militar de agora. A história da Policia Militar de Mato Grosso, confunde-se muito com a do 1° Batalhão, pois nasceu onde hoje se encontra instalado o 1º Batalhão, sendo esta, portanto, a unidade mais antiga da corporação. A Fachada do 1º BPM é composta de tijolos maciços assentados com agregados miúdos do tipo argiloso, revestimento com argamassa de cimento, portão de ferro, a cobertura de telhas de barro que conduz as águas pluviais para tubos de queda embutidos. Atua decisivamente nas ações de polícia preventiva e repressiva e de defesa de ordem pública interna da capital e do interior do estado. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura) 

 

Fachada do Cemitério de Nossa Senhora da Piedade

A edificação do Cemitério da Piedade constitui uma parte de nossa historia, por ainda preservar componentes de interesse para o patrimônio cultural representado pela sua Fachada Principal com duas colunas da cada lado do portão, de estilo eclético: o portão de ferro da época e o frontispício retratando traços neoclássicos. Essas características da Fachada do primeiro Cemitério Público da Província de Mato Grosso, nos remete a uma atenção pelo valor histórico e arquitetônico. Remonta sua história, no contexto das transformações e conotações de cidade moderna, no decorrer do século XIX. Com o avanço da tecnologia, exige-se que as cidades adotem os princípios das mudanças. Naquela época envolvia também, as mudanças dos hábitos para proporcionar a higienização das cidades e a estruturação do espaço urbano, adequando os vários componentes que considerassem a concepção de cidade moderna. Assim nasceu os cemitérios, com recomendações que deveriam ser cercados de muros com grades na altura de 10 palmos e um portão e que constassem de uma capela. As construções obedeciam a um regulamento específico para os cemitérios. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Fachada principal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá

A área pertenceu ao Senhor Manoel Fernandes Guimarães, falecido em 1755, a propriedade era uma chácara, deixada como herança pelo falecido, para que nela se fundasse um hospital de caridade. O Hospital mantém anexa uma pequenina capela belamente decorada, com um magnífico altar-mor com a imagem da Padroeira da Justiça do Brasil, Nossa Senhora da Conceição. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Grande Hotel

O prédio ocupado pela Secretaria de Estado de Cultura, conhecido como Grande Hotel tem a denominação de Edifício Júlio Muller, é tombado para o Patrimônio Histórico e Artístico Estadual pela Lei 3.774, que protege e gerencia o patrimônio cultural de Mato Grosso. O edifício faz parte das quinze Obras Oficiais de Cuiabá, construídas no Governo do Presidente Getúlio Vargas (Estado Novo), que vieram dotar a cidade de infra-estrutura para sua consolidação como capital do Estado. As Obras Oficiais possuem características arquitetônicas que revelam o inicio do modernismo na arquitetura do Brasil. Projetado em estilo art-dèco, com varandas em arcos, apresentam novas tecnologias em materiais de construção. São linhas despojadas e imponentes, onde novos elementos como o granilite, são introduzidos na construção civil em Cuiabá. O Grande Hotel é para a historiografia de Mato Grosso e do Brasil, uma referência material importante, expressiva e acadêmica. As obras foram iniciadas em 1940 sendo o projeto elaborado pelo Arqº Carlos Porto e executado pelo Engº Cássio Veiga de Sá, contendo 38 quartos sendo apenas quatro suítes. Adaptado posteriormente para sediar administração central do Banco do Estado de Mato Grosso S/A(BEMAT), criado em 1965 e desativada em 1995. O Grande Hotel é um patrimônio histórico que ficou gravado através da música de Moisés Martins, um dos maiores compositores de rasqueado mato grossenses, o nome da música é Tchupa-Tchupa:
“Chegava no avião da Panair todo tocera,
Se instalava no ‘Grande Hoté’.
Viador digoreste,
Que nem curim-pam-pam na teipa.
Brilhantina ‘Roiar’no cabelo,
‘SS’ cento e vinte, terno branco,
Palácio das Águias, meninas do Candieiro.
Cochicho, chicho, ele chegou
De carne cô banana,
A Maria Izabé,
O maior comedô!
Óio de mamona no cabelo
Cinturita, raspa sovaco,
Oia no espeio, se apronta toda,
Prá passeá cô pau rodado.
Leva agente pro Coxipó
Chupa, chupa, esfola, esfola.
Slep, slep, que nem chicrete.
Chupa a gente que nem caju
Trepa, trepa, que nem chuchu!”
(Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Grupo Escolar Senador Azeredo – Atual Casa do Artesão

Quatro dias após ter assumido o governo do Estado de Mato Grosso, o Cel. Pedro Celestino da Costa, assinou importante resolução de Nº 508 de 16/10/1908. Criando várias escolas primárias para o interior do Estado e autorizando a organização de dois grupos escolares nos dois distritos de Cuiabá. O Grupo Escolar do 2º Distrito-Porto foi o segundo a ser instalado no Estado, inaugurado a 10/09/1910 com o nome de Grupo Escolar Senador Azeredo, tendo como primeiro Diretor o professor Gustavo Kuhlmann. A linha construtiva do edifício é muito simples, seguindo o padrão típico das obras públicas executados em Mato Grosso, no início do século XX. A Fachada principal apresenta um frontão enriquecido por balaústres e adornos metálicos, com uma porta única e central. O espaço arquitetônico interior é bem definido, podendo-se distinguir o núcleo da construção de onde se faz o acesso para as duas alas da escola, inclusive ao pátio interno. O prédio ainda conserva todas as suas características originais de construção. Funcionou como estabelecimento de ensino desde a sua inauguração até o ano de 1975 quando, em 15 de maio passou a abrigar a Casa do Artesão. Em 15/11/1983 foi tombado pela Fundação Cultural de Mato Grosso, passando a fazer parte do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual.

 

Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

A bicentenária Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, situada hoje na Praça Dr. Antonio Correa, é relíquia veneranda das tradições cuiabana. Pertencia, segundo Joaquim Ferreira Murtinho (1869) a uma irmandade composta de homens de cor que não se admitia, em seu grêmio, homens brancos ou negros.

Possuía em 1864, três a óleo, com frisos dourados. Ali estava colocado num rico esquife a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, dentro de belo nicho, em uma abertura por baixo do trono.

De arquitetura simples, a Igreja da Boa Morte destacava-se no cenário da cidade com sua única torre encimada com a figura representativa de um Galo, um único telhado em duas águas e sua composição arquitetônica barroca com fachada neoclássica, realçando-se bela pela sua posição no alto do platô que tem o seu nome.

A Igreja da Boa Morte carrega na sua historia grandes tradições e manifestações de fé cristã, católica, como a festa de Nossa Senhora da Glória (agosto), e de Santo Antônio (junho), bem como a distribuição de alimentos aos pobres de Santo Antônio, toda primeira terça-feira do mês. (Fonte: Câmara Municipal)

 

Igreja de São Gonçalo

A edificação da primeira Capela na Freguesia de D. Pedro II deveu-se aos esforços do Dr. José Carlos Pereira, terceiro Juiz do Foro de Minas de Cuiabá, depois ouvidor da Vila do Bom Jesus de Cuiabá, cargo este ocupado em substituição a Luiz de Azevedo Sampaio. Ao assumir o cargo de ouvidor-Geral, fez uma visita de inspeção à Freguesia, onde se constatou a situação da capela em estado de abandono.

Iniciou a construção da Igreja em 1782 e, ali celebrou-se a missa inaugural na manhã de 15/11/1782. Durante a Guerra do Paraguai para lá foram transferidas imagens dos fortes de Coimbra e Corumbá. Ao longo dos anos, o templo passou por diversas reformas até chegar a composição arquitetônica que começa a ser definida em 1894 com a chegada da Missão Salesiana em Mato Grosso, dando-lhe o estilo colonial - neoclássico. Em 1916 foi incorporado seu ultimo adereço a imagem do Cristo Redentor. (Fonte: Câmara Municipal)

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Localizada na Praça do Rosário, no centro histórico de Cuiabá, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito foi contemplada com o primeiro tombamento federal em Cuiabá, sendo inscrita no Livro Tombo de Belas Artes e no Livro Tombo Histórico do IPHAN, em 4 de dezembro de 1975. A proteção abrange, além do próprio monumento, todos os equipamentos do interior da igreja, entre eles retábulos, imagens, alfaias e mobiliário antigo (ROMANCINI, 2008). O atrativo é um dos principais símbolos da cultura cuiabana, espaço da festa de São Benedito, maior expressão da religiosidade popular dos cidadãos cuiabanos. Com mais de 280 anos de tradição, a festa de São Benedito é considerada pela comunidade como um tempo de festejos e celebrações, que se inicia com um mês de antecedência, tendo como ponto culminante o primeiro domingo do mês de julho (ROMANCINI, 2008). Por constituir uma permanência na paisagem, por quase três séculos, a igreja é, nos dias atuais, o principal referencial da memória da sociedade cuiabana (ROMANCINI, 2008). A Figura 85 mostra imagens do atrativo. (Fontes: Conhecendo Mato Grosso, 2010; Mochileiro, 2010).

 

Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho

A Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho está localizada no alto do Morro do Seminário, ao lado do Seminário da Conceição, em Cuiabá. Foi uma das primeiras a serem construídas no município, ainda no século XVIII. A construção atual, entretanto, com características neogóticas, data de 1918 e foi erguida durante o governo estadual de Dom Francisco de Aquino Correia, que também era arcebispo de Cuiabá na época. Tombada, juntamente com o Seminário da Conceição, pela SEC-MT em 1977, passou por processo de reforma recentemente, tendo sido reaberta em 2004. Em 1994, a Lei 3.265, declarou a Igreja como “Símbolo Cuiabano de Tradição e Cultura” do Município de Cuiabá (Fonte: ROMANCINI, 2008).

 

Imprensa Oficial de Mato Grosso

Os registros históricos disponíveis permitem a conclusão de que a Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso foi a primeira Imprensa Oficial do Centro Oeste brasileiro e o primeiro órgão criado pela administração mato-grossense a nível regional. Rememorando-se estes registros, a história da imprensa brasileira retrocede a 6 de julho de 1747, quando foi assinada a carta régia que proibia a impressão de jornais e livros no Brasil colônia, sob pena de confisco e degredo. A vinda da família real para o Rio de Janeiro possibilitou a revogação da mencionada carta régia, cabendo ao próprio Dom João VI a assinatura do decreto que criou a Impressão Régia, a 13 de maio de 1808. Desta maneira, foi assentada a base gráfica para que circulasse o primeiro órgão da imprensa brasileira, a "GAZETA DO RIO DE JANEIRO", no dia 10 de setembro de 1808. Embora distante, a Província de Mato Grosso, exemplificando o ótimo nível cultural a que havia chegado, foi à primeira em todo o Centro-Oeste a fazer funcionar a sua Imprensa Oficial. Sabe-se que o primeiro jornal da região foi "A MATUTINA MEYAPONTENSE", que existiu de 5 de março de 1830 a 24 de maio de 1834, no arraial de Meyaponte, hoje Pirenópolis, em Goiás. Acontece que "A MATUTINA MEYAPONTENSE" era editado pela Typographia de Oliveira, de propriedade do comendador Joaquim Alves de Oliveira. Durante o governo do Dr. José Antonio Pimenta Bueno a Província de Mato Grosso adquiriu uma tipografia através de subscrição popular, ficando a mesma subordinada administrativamente à Assembléia Legislativa Provincial de Mato Grosso. Para se ter uma idéia da importância dada à mencionada tipografia, recorda-se que ela foi adquirida em 1838, pouco mais de três anos após a instalação da Assembléia Legislativa Provincial de Mato Grosso e 36 anos antes da solenidade de implantação do Tribunal de Relação da Província de Mato Grosso, hoje Tribunal de Justiça do Estado, no dia primeiro de maio de 1874. Ao fazer funcionar a primeira Imprensa Oficial do Centro-Oeste, a Província de Mato Grosso assegurou a circulação do primeiro órgão da imprensa mato-grossense, o jornal "THEMIS MATTOGROSSENSE", no dia 14 de agosto de 1839. (Fonte: IOMAT/MT)

 

Liceu Cuiabano

Fazendo parte das chamadas Obras Oficiais do Governo Getúlio Vargas, construído em 1944, o Colégio Liceu Cuiabano marcou uma nova fase na instrução e no ensino dos jovens mato-grossenses. O Colégio foi dotado de praça de esporte, campo de futebol, pista de atletismo e Anfiteatro com 466 lugares de capacidade de público. Sendo equipado com mobiliário adequado e laboratórios de física e química.

 

Mercado do Porto

O Mercado Varejista Antonio Moisés Nadaf ou simplesmente Mercado do Porto, encontra-se zona urbana do município de Cuiabá, foi entregue oficialmente a comunidade pelo prefeito José Meirelles, em 17 de fevereiro de 1995.

Construído pela Companhia de Progresso e Desenvolvimento da Capital (PRODECAP), numa área de 26.480 mil metros quadrados, no local denominado popularmente como "Campo do Bode", com uma estrutura coberta de 6.182 mil metros quadrados abrigando 480 boxes, sendo 30 para açougues, 28 para o comércio de peixes, 16 para frios/frangos, 16 para condimentos/queijos e doces e 308 para hortigranjeiros, e 3 edificações cobertas contendo 14 lanchonetes.

Até o início da década de 1970, a Feira do Porto ficava no largo em frente ao Arsenal de Guerra, mas com a enchente de 1974 a feira foi transferida para a área do atual Museu do Rio e Aquário Municipal, antigo mercado do peixe.

O Mercado do Porto no "Campo do Bode" foi entregue aos feirantes no dia 10 de fevereiro de 1995, pelo antigo prefeito e atual governador na época, Dante de Oliveira e pelo secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, José Afonso Portocarrero. (Fonte: Mercado do Porto)

 

Morro de Santo Antônio

O morro era utilizado pelos soldados mato-grossenses como ponto de observação para proteger o estado de uma possível invasão inimiga durante a Guerra do Paraguai.

 

Palácio da Instrução

Construído em 1913, no estilo neoclássico, inicialmente abrigava os colégios Pedro Celestino e Liceu Cuiabano. Atualmente é a sede da Secretaria Estadual de Cultura, do Museu de História Natural e Antropologia e da Biblioteca Pública.

O Palácio passou por reformas recentes. Localizado na região central de Cuiabá ao lado da Catedral Metropolitana, na época Natalina recebe iluminação especial e é palco de diversas atrações culturais. (Fonte: Mochileiro Tur)

 

Palácio da Justiça

Na década de 40, as chamadas Obras Oficiais do Governo do Presidente Getúlio Vargas, em Cuiabá, vieram consolidar e mantê-la como capital do Estado. As Obras Oficiais possuem características arquitetônicas que revelam o início do modernismo na arquitetura do Brasil. Com elementos que caracterizam o estilo art-dèco, os prédios trazem novas tecnologias de materiais e em técnicas de construção. São linhas despojadas e imponentes, onde novos elementos como o granilite são introduzidas na construção em Cuiabá. No governo do interventor Júlio Müller o Palácio da Justiça foi construído para dotar a capital do Estado, de infra-estrutura necessária para o funcionamento do Tribunal de Justiça, Tribunal do Júri e Cartório. Inaugurado no ano de 1942, seguindo o estilo das obras estadonovistas, o Palácio da Justiça foi uma obra bastante econômica, na sua construção foram usadas sobras de materiais de outras obras oficiais, como o pó de pedra usado no seu revestimento. São linhas simples e despojadas com janelas simétricas de linhas retas e limpas, onde novos materiais granilite, mármore e porta de ferro foram introduzidos na construção de prédios públicos. Com a construção do Palácio da Justiça instalou-se toda a atribuição do poder judiciário em Mato Grosso. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Ponte de Ferro do Coxipó

A construção da Ponte de Ferro foi concluída em 20 de junho de 1896, no governo de Antônio Corrêa da Costa. A estrutura metálica foi toda importada da França e o projeto da ponte obedecia ao mesmo sistema da Torre Eiffel.

A ponte foi um marco nas relações comerciais de Mato Grosso, viabilizando a entrada de capitais, mercadorias, técnicos e imigrantes europeus e era, desde então, o elo da emergente cidade de Cuiabá com o restante do país. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Antiga Residência Oficial dos Governadores de Mato Grosso

A Residência Oficial dos Governadores de Mato Grosso foi construída entre os anos de 1939 e 1.941, no Governo do Interventor Júlio Müller. Foi a primeira construção da Obras Oficiaes do Governo Vargas. Getúlio Vargas foi o primeiro presidente brasileiro a visitar o Estado e, também, o primeiro hóspede ilustre da casa. Durante 45 anos a residência abrigou 14 dirigentes do Estado de Mato Grosso e seus familiares, sendo desativada como residência oficial em 1986. A última reforma/restauro em 2000 devolveu a residência suas características do projeto original. Foi também, palco de grandes decisões políticas e governamentais. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Seminário da Conceição

O Seminário da Conceição é um dos principais prédios do patrimônio histórico de Mato Grosso. Foi construído em 1858 e situa-se na região conhecida como colina do Bom Despacho. O prédio de arquitetura colonial, à base de paredões de adobe, vigas de aroeira e divisórias de pau-a-pique já abrigou diversas atividades ao longo dos anos. Além de Educandário, o seminário transformou-se em enfermaria durante a epidemia de varíola, em 1867. Em 1906 foi Quartel General na luta entre os partidos políticos. Abrigou o Instituto Histórico e Centro de Letras, durante a gestão de Dom Aquino de Francisco Correia, segundo Arcebispo de Cuiabá, que transferiu a residência episcopal para o casarão. O prédio também foi sede da rádio Difusora Bom Jesus. Em 1977, a Fundação Cultural de Mato Grosso efetuou o tombamento do histórico monumento como Patrimônio Estadual. Mais tarde, em 1980, foi instalado nele o Museu de Arte Sacra de Cuiabá. (Fonte: Rdnews)

 

Casa Canônica e Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino

A Resolução Régia de 09/08/1811 criava a nova paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino. Entretanto, somente em 1818 o padre Francisco Lopes de Sá iniciou a obra da Matriz e a terminou em 1820. O templo construído é representativo de uma época na qual as técnicas e materiais construtivos utilizados, não permitiam um maior apuro na arquitetura. Foram utilizados os processos de taipa socada para as grossas paredes e telhados de duas águas com telhas de barro. Sua fachada abre-se para uma pequena praça, e destaca-se na paisagem da cidade de Diamantino. Em 1929, o Papa Pio XI, pela Bula “Cura Universal Eccliasial” de 29 de março, criou a prelazia de Diamantino, entregue aos padres jesuítas. Com a criação da prelazia veio à necessidade de construir uma casa que abrigasse os jesuítas. A Casa Canônica foi construída nos anos de 1932-1933. A casa é de um andar, tem um corredor pelo meio de quartos de cada lado, e cozinha, uma construção à parte. A construção toda fica a 20m da Igreja num lugar elevado. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Cachoeira do Tombador

A Cachoeira do Tombador neste momento em que se tenta alavancar o turismo em Nobres, não pode ficar fora desse contexto, por sua rica história que vem sendo contada, ano após ano, desde a revolução de 1901, e que tem na cachoeira um monumento a sua memória, a Cachoeira de Tombador é um dos laços mais fortes mais próximo da sede do município que conduz a um estado de sedução, pelo que ela representa com sua beleza. Ao lado da entrada da escadaria da cachoeira, havia três casas, que era moradia dos funcionários da usina, construída em 1948, pela então primeira prefeita do Mato Grosso, do município de Rosário Oeste, a senhora Lygia Borges. Das três casas, restam as ruínas de uma, duas desapareceram e com elas um pouco da história da Cachoeira do Tombador. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Relógio da Fonte Pública de Livramento

O Relógio da Fonte Pública está edificado na Praça Central do município de N.Srª do Livramento. Faz parte do bem tombado a área do seu entorno suficiente para garantir a integridade paisagística do monumento. Originou-se da necessidade dos munícipes de um referencial de tempo disponível para toda população. A importância do relógio visava suprir uma outra carência do povo, que na época, não contava com rede de distribuição de água, para tanto instalou uma fonte pública em conjunto com o relógio. Na placa comemorativa da inauguração atesta a tese nos dizeres: ERIGIDO EM BENIFÍCIO DA POPULAÇÃO DA CIDADE. O relógio é de provável origem francesa, posto que seu idealizador o Frei Salvador Roquette sempre comprava objetos para a paróquia em sua pátria mãe. O funcionamento do relógio assim como do sino é realizado por pesos que acionam as engrenagens. O conjunto arquitetônico formado pela Praça Central da cidade e o Relógio da Fonte Pública tornaram-se um referencial cultural para a população livramentense por suas características arquitetônicas, historicidade e funcionalidade. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Casarão do Coronel Vanique

Primeira casa de alvenaria construída na cidade, local onde retrata a história cultural de Nova Xavantina. Coronel Vanique foi o primeiro chefe da Expedição Roncador-Xingu. A casa localiza-se na antiga base que tornou-se a cidade de Nova Xavantina-MT, nela aconteceu o suicídio da jovem esposa do militar, uma história trágica que acabou por afastá-lo do Brasil Central.

 

Casarão de Cotia

O monumento histórico “Casarão Cotia” está localizado no município de Poconé/MT, de propriedade da Missão da Ordem Terceira Regular de São Francisco do Brasil. A construção fou feita por operários especializados, pagos em ouro, e maior número de escravos. As paredes socadas e outras de adobes de antigamente, grandes largos e altos, de barro bem amassado, em mistura com capim-carona, que dá maior solidez. No interior da casa grande foi feita a capela para a padroeira, Nossa Senhora da Abadia, cuja imagem, moldurada em madeira com articulações, cabelos enrolados à moda portuguesa, feita por frades escultores do Convento da Abadia, em Portugal, foi trazida, possivelmente, pelo fundador da fazenda. Provavelmente era uma fazenda de gado, seu primeiro dono foi o Ten.cel. José de Arruda e Silva casado com D. Francisca da Cunha ou o Padre Bento Gomes que recebeu em doação do imperador uma enorme área de terras que iam da cabeceira do rio que recebeu o nome do padre e desce até o pantanal. A fazenda está no caminho entre Cuiabá e Poconé, e como no local tinha muitos roedores de nome cutia, o que é grafado de forma incorreta ficando Cotia, animal usado na alimentação de tropeiros e viajantes. Assim o nome do Casarão está ligado a este animal. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Posto de Telégrafo de Porto Esperidião

O posto telegráfico construído pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon tem significativo valor histórico e arquitetônico ao Estado. A estação telegráfica serviu para comunicação entre Vila Bela, Porto Esperidião, Cáceres e Cuiabá, e daí para o restante do país, durante aproximadamente 60 anos. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Painéis dos Murais da Libertação

Os Murais da Libertação do pintor espanhol Maximino Cerezo Barredo, 11 murais do pintor, feitos entre 1977 e 2001, em igrejas da Prelazia de São Félix. Sua obra mescla motivos religiosos e crítica social. Com direito indiscutível, Maximino Cerezo Barredo – Mino, na intimidade pode ser considerado o pintor da libertação, suas inúmeras obras de pintura e desenho.

Sacerdote, Missionário Claretiano, Cerezo nasceu em Villaviciosa, Astúrias, Espanha, em 1932. O estilo de Mino é inconfundível, e nele se confirma o axioma: ele é o seu estilo. Certos temas ou certos gestos são obsessivamente declarados: a pomba do Espírito, os braços e as ferramentas em alto, os pés desnudos, os olhos profundos – vindo da memória persistente, indo para o futuro conquistado, as testemunhas tombadas entre flores, a comunidade, a partilha.

As cores nas pinturas de Cerezo, são uma totalidade sinfônica, todas presentes, sempre vivas e novas entre si complementares. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Cadeia Pública de Santo Antônio

Com a crescente população do município de Santo Antônio de Leverger, o então intendente (que equivale ao prefeito de hoje) do município ordenou a construção de uma cadeia pública, que funcionaria para castigar aqueles perturbassem a ordem da cidade. Assim, a Cadeia Pública foi entregue em 1925. O prédio funcionou como cadeia até 1985, quando foi desativado pelas precárias instalações. Em 1999, o espaço foi reformado e reaberto, tornando-se o Centro Cultural Cadeia Pública de Santo Antônio de Leverger. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Usina de Itaici

A Usina de Itaici que tinha por modo de produção a industrialização da cana-de-açúcar, não se caracteriza por um único e belo prédio, mas, principalmente, por ser o embrião de um processo de industrialização e de um modo de produção característico e novo para Mato Grosso. Está localizada à margem direita do Rio Cuiabá. O Prédio constitui-se de um sólido volume em três pisos tendo os fundos um alpendre onde se localiza o maquinário de limpeza e separação da matéria-prima. Em Itaici, o modelo de indústria construiu uma vila para abrigar os próprios operários, com igreja, escola, farmácia, padaria, etc. um verdadeiro conjunto habitacional. O empreendimento de Totó Paes dispunha de tamanha estrutura social que chegou até criar uma banda de música que executava retretas, aos domingos, para entreter seus moradores. Em determinado período, a Usina de Itaici chegou a cunhar sua própria moeda que, com moldes provenientes da Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, passou a imprimi-la adaptando-se uma velha prensa de papel. A Itaici deve também ser creditado o uso primeiro da energia elétrica em Mato Grosso. Entrou em decadência, principalmente pelo fato da competitividade de seu preço com as usinas mais modernas dos estados do Nordeste e de São Paulo.(Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Igreja da Nossa Senhora da Conceição

Localizada no distrito da Passagem da Conceição, a praça fica movimentada durante os finais de semanas, graças ao fluxos de visitantes oriundos de Várzea Grande e de Cuiabá, que vão até a passagem para tomar banho de rio, e aproveitar a culinária regional.

 

Igreja Nossa Senhora da Guia

A mais antiga Igreja Católica de Várzea Grande se localiza na região central da cidade, foi construída em 1892 por famílias tradicionais da cidade, a Igreja é patrimônio histórico, e por seu bom estado de conservação.

 

Arraial São Francisco Xavier

O Arraial São Francisco Xavier, faz parte de um conjunto de onze arraiais implantados pelos portugueses no século XVIII. Sendo este localizado na Serra de São Vicente no município de Vila Bela da Santíssima Trindade na região do Alto Guaporé, totalizando-se uma área de tombamento de aproximadamente 1.006,391 m² (hum milhão seis mil trezentos e noventa e um metros quadrados) entre áreas das ruínas mais entorno para preservação. A procura pelos bandeirantes de gentios para prear e a busca por metais preciosos, levou-os cada vez mais para o interior do país chegando à região que hoje pertence ao estado de Mato Grosso, sendo um dos últimos movimentos bandeirantes do final do século XVI, os arraiais ali localizados serviram pra expandir as fronteiras lusas aos domínios que deveriam pertencer aos espanhóis pelo Tratado de Tordesilhas. O povoamento do interior da Colônia fixou nas terras os paulistas que vinham do Planalto de Piratininga, sofrendo com doenças como maleita, febres, com as intempéries climáticas, ataques indígenas entre outras. O Arraial de São Francisco Xavier foi uma das bases de exploração da região, atribuí-se a Luis Rodrigues Villar, importante morador de Cuiabá o Patrocínio pela expedição que chegou naquela região e ao nome dado.

Hoje apresenta rico material arqueológico, testemunho das diversas fases pela qual passou o Arraial. A preservação das ruínas propiciará a futuras gerações o retorno ao passado histórico e à realidade de tal época, contribuindo assim para o conhecimento e a valorização da rica história do nosso estado. (Fonte: Secretaria de Estado de Cultura)

 

Ruínas da Igreja Matriz

As ruínas da Igreja Matriz da Santíssima Trindade constituem um marco histórico da espansão colonial portuguesa. Mostram paredes em adobes de extraordinária espessura e alicerces com embasamento de cantaria em pedra canga. A matriz nunca chegou a ser concluída, provavelmente, por ter sua construção iniciada no período da decadência de Vila Bela.

 

Palácio dos Capitães Generais

Era a residência dos governadores da capitania de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Foi edificado na época da pujança aurífera pelo primeiro capitão-general Antônio Rolim de Moura, Conde de Azambuja. É uma extensa casa térrea de linhas sóbrias erguida em taipa de pilão. Possuía cunhais em cantaria de pedra canga e interiores profusamente decorados com pinturas e trabalhos em talha aplicada e dourada. O Palácio formava com a Câmara Municipal, a adeia, a Casa de Fundição, o Quartel dos Dragões, a Matriz da Santíssima Trindade, a Igreja de Santo Antônio dos Militares e a de Nossa Senhora do Carmo, o núcleo primitivo da vila fundada em 19 de março de 1752 para servir de capital da nova capitania, com a denominação evocativa de Vila Bela da Santíssima Trindade. O Palácio teve sua estrutura original mantida por mais de dois séculos, apesar de seus interiores terem sofrido com a passagem do tempo, a decadência de Vila Bela e a incúria dos homens. Desapareceram as pinturas, os móveis e os adereços, mas permaneceu o corpo estrutural pelo menos até os anos de 1960. Remanescentes da arquitetura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, hoje IPHAN, em meados da década de 1980, e hoje sedia a Prefeitura Municipal de Vila Bela. O Palácio é considerado o ponto de partida do processo de constituição de Vila Bela. Símbolo material do poder antecedeu as edificações particulares, as outras edificações oficiais e até mesmo as religiosas. Tal fato não é gratuito, decorre do próprio desejo da Coroa Portuguesa de constituir Vila Bela como explicitação de sua presença indiscutível na fronteira oeste da Colônia.

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